quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quando a mulher é de Deus


Quando a mulher é de Deus, sua aparência, quer seja gorda ou magra, alta ou baixa, branca ou negra, feia ou bonita, enfim, todo o seu exterior fica em um plano inferior, pois no seu interior existe a imagem de Deus, formada pela plenitude do Espírito Santo. A partir daí ela é transformada em uma mulher virtuosa, a mulher que todos os homens de Deus estão buscando para com ela formarem um só corpo. A Bíblia apresenta muitas mulheres de valor, tais quais Rebeca; Rute; Noemi; Ester; Maria e muitas outras, que manifestaram em si mesmas o verdadeiro caráter de mulheres de Deus. Vamos nos ater a apenas três, que, particularmente, acreditamos terem manifestado um caráter singular, merecendo serem analisadas; Noemi, Rute e Maria.

Maria foi a mulher mais bem-aventurada dentre as outras; a mais favorecida e a mais cheia de graça.O seu segredo era simples: era uma mulher cheia de Espírito Santo, uma verdadeira mulher de Deus.

Noemi : Havia fome em Israel e um homem chamado Elimeleque, saindo de Belém, mudou-se para a terra dos moabitas, juntamente com sua mulher, Noemi, e seus dois filhos. Depois de algum tempo, casaram com mulheres moabitas. Uma se chamava Orfa e a outra Rute. Passados quase dez anos naquela terra estrangeira, os filhos de Noemi também vieram a falecer, ficando ela e as duas noras sozinhas.

Noemi aconselhou que Orfa e Rute voltassem a casa de seus pais, porque ela retornaria a sua terra. Embora Orfa tivesse resistido no inicio, acabou aceitando o conselho da sogra. Rute, entretanto, apegou-se a sua sogra e não se apartou dela. Noemi lhe disse: “... Eis que tua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses; também tu, volta após a tua cunhada.” (Rute 1.15) Porém quanto mais Noemi insistia para que partisse, mais Rute se apagava a ela, a ponto de lhe dizer:

“... Não me insistes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” Rute 1,16,17

Certamente Noemi tinha algo muito especial, para que sua nora se apegasse a ela com tamanha determinação. A verdade é que Rute deve ter visto em Noemi o exemplo de uma mulher de Deus. Não havia motivo algum, pelo menos aparente, para Rute se apegar á sua sogra da forma como fez, pois Noemi não possuía outros filhos, nem dinheiro; não tinha bens, nem um futuro promissor, havia vista que já era até de idade avançada. Enfim, Noemi nada podia oferecer á sua nora. Sua única riqueza, a qual Rute desejava herdar, com a mais absoluta certeza estava dentro do seu coração!

A maioria das sogras e noras não se combinam. Normalmente a sogra não aceita ser “trocada” pela nora, ou a nora não permite que a sogra se envolva na sua casa. É como briga de foice no escuro, conforme se diz o popularmente.

Noemi, no entanto, era uma sogra diferente. Ela era de Deus! Rute, que era moabita, portanto uma mulher idolatra e endemoninhada, passou a ser tão pura e tão senta quanto a sua sogra. Por quê?

Porque Noemi espelhava a imagem de Deus para ela! Isto a cativou tanta que ela deixou o seu povo, a casa de seus pais, os seus deuses e todas as coisas para trás, com a finalidade de viver o resto dos seus dias junto da sua sogra.

Eis o caminho para se conquistar o coração do marido; das mulheres; dos filhos; dos pais; das sogras; enfim, todos os familiares e parentes incrédulos para o Senhor Jesus. Noemi conquistou sua nora para Deus por exemplo de vida santa e fervorosa.

Rute: Se Noemi foi um exemplo de fé, Rute o foi de fidelidade. Suas palavras para Noemi retratam o caráter da mulher virtuosa. Sua origem pagã não conseguiu cegar seu coração de um entendimento sensato. E foi esta a sensatez que a fez descobrir a diferença entre servir ao Deus Vivo e servir aos deuses de madeira, pedra e mental.

Neste mundo vil, há muitas pessoas inteligentes, e de boa formação cultural, que apesar disto, não tem sido despertadas. Pelo contrário, parece que sua cultura contribui para que se tornem ainda mais cegas e insensatas, a ponto de não conseguirem descobrir a diferença entre o real e o irreal, o que é vivo e o que é morto.

Certa ocasião, quando o Senhor Jesus visitou a casa de Lazaro, aconteceu que enquanto sua irmã Marta se preocupava com os serviços da casa, Maria, a outra irmã, estava assentada aos Seus pés, a ouvir-lhe os ensinamentos. Vejamos o registro bíblico:

“Marta agitava-se de um lado para o outro, ocupada em muitos serviços. Não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me.

Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.” Lucas 10.40-42


Foi justamente a escolha de Rute! Ela decidiu pela boa parte porque foi salva; teve entendimento para discernir o melhor. Mais tarde, veio a colher os frutos da sua fidelidade, pois se casou com um parente de sua sogra e veio ser avó de Jessé e bisavó do rei Davi.

A história de Noemi e suas duas noras deixa claro uma coisa: Deus dá oportunidade a todos para fazerem a sua própria escolha.

A virgem Maria: A bíblia não dá muitas informações a respeito da virgem Maria. Apenas se sabe que era alguém muito especial, isto, é, uma virgem não apenas no sentido físico, mas também no sentido espiritual..

Aliás, quando há virgindade espiritual , a virgindade física é uma conseqüência. O Espírito Santo não aconselharia uma jovem apenas por ela nunca ter tido contato com homem; além disso, ela deveria ter o caráter de mulher de Deus. O rei Salomão escreveu: “Mulher virtuosa, quem achará? O seu valor muito excede ao de finas jóias.”(Provérbios 31.10) É bem verdade que essa mulher virtuosa é difícil de se achar, especialmente para o homem carnal, mas não para o criador. Ele conhece perfeitamente cada ser humano, antes mesmo de ter sido gerado no ventre materno.

Maria foi a moça bem-aventurada, digna de ser escolhida para servir de instrumento ao Espírito de Deus, a fim de conceber o Salvador. O anjo Gabriel a saldou, dizendo:

“... Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significava esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás a luz um filho, quem chamarás pelo nome de Jesus.” Lucas 1.28-31

Todas as vezes que Deus quer realizar algo grande e notável, escolhe pessoas certas para este propósito. Quando criou Adão e Eva, Seu objetivo era ter filhos através deles. Deus queria que eles se multiplicassem na Terra, sujeitasse-a e a dominasse (Genêsis 1.22).

Por isso Ele os abençoou. Mas tudo foi destruído pela desobediência do casal. Então o Espírito Santo escolheu virgem Maria, para que por intermédio dele nascesse o Redentor da humanidade, que a restituiria a imagem de Deus. A partir do Seu sacrifício realizado no Calvário, e da Sua ressurreição, nasceu a Igreja, que, uma vez purifica e santifica, viria a servir como Seu instrumento para conceber verdadeiros filhos de Deus.

O Senhor Jesus é o novo Adão e a Igreja é a nova Eva. Desta união nascem os verdadeiros filhos de Deus. Foi justamente esta a glória do Senhor Jesus que o apóstolo João viu no Céu, quando escreveu:

“e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhes o selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nasceu e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” Apocalipse 5.9-10

A afirmação “e reinarão sobre a terra” significa exatamente aquela ordem de Deus a Adão e Eva, no Jardim da Edén: “...enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céus e sobre todo animal que rasteja pela terr.” (Genêsis 1.28).

Maria estava desposada com José, o que naquela época era uma espécie de noivado, quando o anjo lhe apareceu. Foi por isso que ao se encontrar grávida do Espírito Santo, José, “...sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente.” (Mateus 1.19). Depois que o anjo se revelou a ele em sonho, e lhe contou tudo o que estava acontecendo, José a recebeu como esposa.

Certamente após o nascimento do menino Jesus o casal passou a se relacionar normalmente, tendo outros filhos:

“Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, Judas e Simão? E não vive aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele.” (Marcos 6.3).

Maria deixou de ser virgem após o nascimento do menino Jesus. A Bíblia relata de um de seus encontros com o Senhor e narra ainda um fato semelhante ocorrido quando Ele pregava em Nazaré:

“Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. E alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te.” Mateus 12.46-47

“E, chegando a sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam:Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?” Mateus 13.54-56

A bem-aventurança de Maria, portanto, completa-se no seu casamento e na composição da sua família.

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