quinta-feira, 11 de julho de 2013

Relatos de uma Esposa de Pastor (Parte 2) !


Então, eu abracei aquela mulher depois de me sensibilizar com sua história, mas eu não sabia que ela estava doente, e que a doença era contagiosa.
Ela me contou todos os seus problemas , menos esse..
Quase uma semana depois foi tiro e queda, pela madrugada , lá estava eu queimando em febre, eu pensei que aquela febre era devido ao meu resfriado que ainda não havia passado, mas não era.
Pela manhã meu esposo foi para sua igreja e eu fiquei, estava me sentindo muito mal, mas eu não morava sozinha, não podia simplesmente ficar na cama descansando, eu tive que levantar e fazer a minha parte.
Como a casa era pequena, cada esposa tinha uma tarefa na limpeza, cada uma tinha que fazer a sua parte , sem falar na hora da comida, que era daquela forma que e já contei para vocês..
A água para beber e comer, era comprada.
E a esposa chamou a mim, para ir comprar com ela.
 Ela não gostava de deixar nada referente a casa para os pastores, então era as esposas que iam comprar os galões de água, e traziam sozinhas.
Como eu ainda não conhecia essa rotina, ela colocou a mim.
Só que eu estava doente, mal aguentava andar..
Mas eu não podia dizer isso a ela, eu tinha acabado de chegar, recém-casada, não podia fazer manha e nem deixar parecer que eu era mole.
Escondi o meu mau estar,e fui, ainda com febre e as pernas bambeando  trouxe a água com muita dificuldades, a cada passo me sentia tão tonta que era como se eu fosse morrer.
Na época eu  imaginei que era o resfriado, que ficava pior naquele país.

No Brasil a minha mãe sempre cuidava de mim quando eu ficava doente.
Ela me deixava em repouso, e sempre tinha algo que faria a minha dor, ou a minha febre passar.
Sempre recebia muita atenção, e carinho nesses momentos.
Mas aqui eu estava sozinha, não podia pedir ajuda a minha mãe, deitar em seu colo para que ela cuidasse de mim.
Eu era uma mulher e não mais uma menina, dependia apenas de Deus, e Ele teria que cuidar de mim naquele momento.
Enfim, levamos a água para casa, preparamos a comida e  não havia mais nada para se fazer.
Eu fui para o meu quarto, e chorei.. Chorei porque me sentia só, sentia falta da minha mãe, da minha casa, da minha família.
Eu não queria voltar, nunca pensei em desistir, estava determinada a passar o que tivesse que passar para cumprir o meu chamado, mas eu tinha que me adaptar, a agir sozinha, sem ajuda, sem moleza!
Eu sabia que tinha algo de errado comigo, com a minha saúde , pois toda aquela fraqueza, toda aquela dor e febre, não era normal..
Quando meu esposo chegou, eu não quis preocupá-lo , então não disse a ele que estava me sentindo mal..
Na verdade até o meu casamento era uma adaptação, eu ainda não entendia a minha função como esposa, e pensava que eu iria ajudar se não atrapalhasse, e que eu não deveria contar tudo para ele, porque ele tinha que se preocupar apenas com a igreja.
Então ele me contou, que aquela mulher que eu havia abraçado e levado para a reunião de Domingo tinha voltado na igreja e contou para o meu marido que sofria de AIDs e perguntou se Deus podia curá-la, Meu esposo disse que sim, se ela cresse , e ele disse que ela saiu de lá crendo que estava curada, fiquei tão feliz!
Mas ai ele disse outra coisa:
A aldeia que fomos era um lugar com incidência de malária e que não podíamos ir lá, sempre, ou nem ir mais..
Então eu entendi o que estava acontecendo comigo.. 
Continua ....

2 comentários:

  1. Ola Dn. Tatiana,
    São as dificuldades que nos lapidam e nos deixam mais belas, com a fé mais fervorosa... obrigada por compartilhar as experiencias da sra, pois abre nossos olhos de quão séria é a Obra! Beijinhs

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  2. Olá Joana , denada minha flor, e é verdade o que voce disse.
    Nas dificuldades temos que ser mais fortes !
    a obra de Deus é muito seria, nao tem emoção, nao tem brincadeira . é algo Santo . Assim como o nosso Deus é Santo !
    Na Fé ... beijos

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