quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Nossa, estou apaixonada pelo Pastor auxiliar...


"Haaaa... Quando ele passa pelo salão... Eu fico pálida, as pernas tremem; e quando ele fala comigo então? Nossa, eu fico nas nuvens, ele é meu príncipe Como ele é lindo, sempre de social, mas se bem que de esporte também.
Vou casar com ele, vou para o altar, ele é tudo o que eu sempre sonhei..."
Ok, vamos lá. Viu o título, o texto acima? Essa ai era eu, há uns anos atrás, quando era ainda uma P.A, uma adolescente.
Tinha um pastor auxiliar na minha IURD, e eu era caidinha por ele, não podia nem vê-lo que nossa, o coração acelerava.
Primeiro que eu não me enxergava né, eu só tinha uns 13 anos e nem era obreira, ele já pastor há uns aninhos, maduro, enfim... Mas essa nem é grande questão.
Passou-se uns 2 ou 3 meses, e o amor eterno acabou Isso mesmo, eu pude perceber que era fogo de palha, e parando para analisar, eu vi que, na realidade, eu admirava muito o pastor, pela seriedade, pelo carisma, pelo amor as almas, e acabei me confundindo.
E muitas obreiras, batem o pé no chão, e afirmam categoricamente que: "São do altar, têm o chamado, e nada tira isso delas".
Mas o que tenho visto, é que elas são em relação a obra de Deus no altar,são como eu era em relação ao auxiliar da minha igreja.
A obra no altar é linda, digna de admiração, quem não olha para um pastor, uma esposa, um bispo, e de imediato não os admira? Normal. E isso tudo, essa idealização do altar, soma-se ao amor pelas almas (que todos os nascidos de Deus possuem), e resultado: Obreiras cegas!
Eu conheço não 1, não 2, mas pelo menos, chutando baixo, umas 20, que passaram a vida, servindo, porém, visando o altar, fazendo para Deus até, mas esperando que em troca, Deus viesse até elas com um pastor engravatadinho num cavalo branco. Ai Deus - -'
Elas não estudavam, não buscavam um trabalho melhor, se um obreiro de Deus, da fé, chegasse até elas, eram duramente rejeitados, afinal: Elas queriam é um pastor.
E o resultado? Os anos passaram e nada do pastor chegar, e quando elas se depararam, estavam com seus 30 e poucos anos, ainda solteiras, ainda no empreguinho ganhando uma mixaria.
E hoje? 90% caíram, correram atrás do primeiro par de calças que apareceu para elas, e estão com a vida amarrada.
Triste né? Mas é o futuro das Marias-Gravatas.
Você têm o desejo de fazer a obra de Deus no altar? Isso é ótimo, então, quer um conselho? Sirva, sirva, sirva. Ganhe almas, ganhe almas, ganhe almas.
Quando é para ser, as coisas acontecem naturalmente, todas as coisa cooperam para o bem dos que amam a Deus."

5 comentários:

  1. Sthefany, gostei muito das sábias palavras que vc usou pra orientar suas companheiras. Vi seu post no facebook e a principio o título me incomodou e ia passando direto, mas, voltei e falei comigo mesmo: deixa eu ver isso direito, pois, está postado pelos Obreiros/Obreiras deve ser algo diferente do que sugere o título.
    E realmente... falou forte pra quem quer ouvir. Deus lhe abençoe mais ainda nos seus posts.
    Ronaldo Monteiro - Obr. Catedral Franca SP

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  2. Fui Obreira aos 16 anos e ainda cedo ja tinha o desejo de servir no altar... esse post fala tudo, porque as vezes a obreira se preocupa tanto em "casar com pastor" que se esquece de saber se essa é realmente a vontade de Deus pra sua vida...
    Temos que lembrar que nem todas foram escolhidas para o altar, algumas Deus designou para fazer a diferença no atrio, e dá testemunho em outras areas de sua vida...
    Por tanto uma dica... antes de colocar seu coração no altar, primeiro consulte a Deus, e pergunte qual a vontade dEle pra sua vida, e entao peça coragem pra executa-la.

    Um forte abraço.
    Renata, 27 anos, esposa de pastor (8 anos no atrio e 3 no altar)

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  3. Muito bacana, amiga! E o impressionante é que muitas estão na igreja assim, caídas e o pior, querem ir para o Altar. Imagine como será o ministério do esposo dela? É, bem triste!

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  4. isso me ajudou muito, obrigada por tudo!!!

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  5. muito forte......... mas e a realidade

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